No Amazonas, decreto de restrições é prorrogado com alterações

O governador Wilson Lima, anunciou, neste sábado (13/02), durante pronunciamento nas redes sociais do Governo do Estado, ajustes nas medidas restritivas para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Amazonas. As mudanças foram discutidas pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, com a participação de representantes dos demais poderes e de órgãos de fiscalização e controle, e serão publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE).

 

O novo decreto, que terá validade entre os dias 15 e 21 de fevereiro, mantém a restrição de circulação de pessoas no período das 19h às 06h e as regras previstas no Decreto 43.376, de 05 de fevereiro de 2021, com algumas alterações para os setores do comércio, serviço e indústria.

 

Mudanças

 

Pelo novo decreto fica permitida a venda no sistema drive-thru para o comércio em geral, das 8h às 15h, mediante plano de operacionalização do sistema elaborado por associações comerciais e submetido ao Comitê de Enfrentamento da Covid-19.

 

Para a indústria, fica permitido o transporte de cargas de produtos do setor industrial no período de 24 horas, e o deslocamento de veículos especiais destinados ao transporte de funcionários das indústrias.

 

O novo decreto libera, ainda, a prática individual de exercícios físicos ao ar livre, com exceção para o horário de restrição de circulação das 19h às 6h.

 

Alto índice de transmissão

 

O diretor técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, alerta que, embora os indicadores epidemiológicos de casos e óbitos demonstrem uma desaceleração nos últimos 14 dias, as medidas de distanciamento social ainda são necessárias devido à alta taxa de transmissão do novo coronavírus, que é de 1,01, o que significa que 100 pessoas transmitem o vírus para outras 101 pessoas.

 

Também ainda são elevadas as médias diárias de casos (2 mil) e de óbitos (83) por Covid-19.  De acordo com Cristiano Fernandes, as medidas de restrição adotadas em janeiro e fevereiro permitiram a redução desses indicadores, que chegaram a ter médias diárias de 3 mil casos e 140 óbitos.

 

Fotos: Diego Peres/Secom

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