Neste sábado, 28 de fevereiro, às 20h, o clássico do teatro amazonense Sebastião, do grupo Ateliê 23, terá sessão gratuita no histórico Teatro Amazonas. A apresentação integra as atividades celebrativas dos 50 anos da Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição do Governo Federal que fomenta as artes no Brasil.
Organizado com o apoio da Funarte, do Governo do Amazonas, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Programa Rumos do Itaú Cultural, o evento reconhece a trajetória da Funarte e sua contribuição para a cena cultural brasileira ao longo de meio século.

História e temas da peça
Dirigido por Taciano Soares e Eric Lima, Sebastião traz ao palco memórias da década de 1970 e revive o Bar Patrícia, considerado o primeiro reduto gay de Manaus. A montagem mistura narrativa, números musicais e depoimentos que abordam vivências LGBTQIAPN+ e relatos de resistência em um período em que a vida cultural e comunitária enfrentava grande opressão.
O título faz referência a São Sebastião, reinterpretado no espetáculo como um patrono simbólico da comunidade LGBTQIAPN+, trazendo à tona os conflitos e as dores que atravessam a história de grupos marginalizados. A apresentação tem classificação indicativa de 16 anos.
Elenco e reconhecimento
O elenco reúne nomes como Taciano Soares, Eric Lima, Francis Madson, Andiy, Elias de Freitas e Jorge Sabóia, que personificam personagens inspirados nos frequentadores e nas histórias vividas no Bar Patrícia, popular ponto de encontro entre os anos de 1972 e 1979.
O espetáculo tem sido amplamente premiado e reconhecido pela crítica. Em 2025, Sebastião ganhou prêmios importantes no Festival de Teatro da Amazônia e foi eleito “Melhor Elenco” no Prêmio Cenym de Teatro Nacional, além de receber indicações nas principais categorias da premiação.
Uma celebração histórica
A apresentação no Teatro Amazonas faz parte de uma série de ações no país que marcam o cinquentenário da Funarte, reforçando seu papel no fortalecimento das artes, memória cultural e políticas públicas de incentivo artístico. Além de Manaus, outras capitais brasileiras também recebem atos comemorativos desta data histórica.

