Feira D se consolida no mercado e impulsiona economia criativa

Criada em dezembro de 2023, a Feira D, evento que reúne moda e design em Manaus, chega à sua oitava edição, marcada para acontecer de 9 a 12 de abril, no Mercado de Origem, no Centro da capital. O evento já acumula números expressivos tanto de público quanto de faturamento.

De acordo com André Porto Faleiros, idealizador e curador da feira, ao longo das sete edições, mais de 40 mil pessoas tiveram acesso a produtos artesanais produzidos por criativos do Amazonas e de outras regiões do país, promovendo um intercâmbio cultural e econômico.

“Na primeira edição, em 2023, recebemos 500 pessoas. Na terceira, em agosto de 2024, esse número subiu para 3.500. Já em agosto de 2025, foram 20 mil pessoas. Ou seja, nos consolidamos na cidade como um espaço que oferece produtos exclusivos e, ao mesmo tempo, transforma a vida de artesãos, dando visibilidade e oportunidades de comercialização”, afirma.

Obra Lívia Rocha (Imagem: Hamyle Nobre/Divulgação)

Trajetória

Um dos exemplos desse impacto é o da artesã Lívia Rocha, 38, da Linhas Amazônicas | Arte Têxtil (@linhasamazonicas), que trabalha com bordados sobre fotografias em canvas. Segundo ela, sua trajetória está diretamente ligada ao crescimento da feira.

“A minha história e a da Feira D estão profundamente conectadas. Minha marca praticamente começou junto com a minha primeira participação no evento. O crescimento do meu trabalho caminha lado a lado com o da feira”, destaca a publicitária de formação.

Assim como André, Lívia ressalta que o evento vai além das vendas — embora elas sejam fundamentais — ao proporcionar conexões com criativos de outras regiões, abrindo espaço para parcerias, trocas e novas oportunidades. Ela também destaca o fortalecimento do relacionamento com o público.

“Vejo muitos clientes que frequentam a feira regularmente, já conhecem meu trabalho, acompanham pelas redes sociais e retornam para conversar, conhecer novas peças e entender o processo criativo. É uma construção contínua de vínculo e troca direta”, afirma.

Segundo a artesã, o evento também influencia diretamente sua produção e planejamento. “Meu calendário criativo gira em torno dessas edições. Produzo pensando nelas, organizo lançamentos e direciono minha energia para esses momentos. A Feira D se tornou uma base estrutural do meu trabalho — econômica, criativa e relacional”, completa.

Faturamento

Ainda de acordo com André, a Feira D já movimentou mais de R$ 3,5 milhões ao longo de suas edições, valor dividido entre a organização e os expositores.

“Na primeira edição, o faturamento foi de R$ 89 mil, o que já consideramos expressivo. Na edição que recebeu 20 mil pessoas, chegamos a R$ 1,2 milhão. Isso mostra que o público tem buscado cada vez mais produtos exclusivos, feitos à mão, e reconhece o valor de cada peça”, destaca.

Para a oitava edição, a expectativa é reunir mais de 60 criativos de diferentes regiões do país, incluindo Manaus, Novo Airão (AM), São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará, Paraná, Pernambuco e Acre.

“Sem dúvidas, será a maior edição já realizada. Estamos confiantes de que os artistas terão mais uma oportunidade de apresentar seus trabalhos e ampliar seu faturamento”, finaliza o curador.

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