Manaus voltou a enfrentar uma manhã de qualidade do ar muito ruim nesta quarta-feira (14), devido à fumaça provocada por queimadas no Amazonas e em outros estados. Diante da permanência dos índices críticos de poluição, a Prefeitura de Manaus manteve suspensas as atividades escolares da rede municipal de ensino, como medida preventiva para reduzir a exposição de estudantes, professores e demais profissionais.
De acordo com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), a concentração média de poluentes na capital chegou a 123,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) na manhã desta quarta-feira. O índice foi classificado como “muito ruim” e motivou a continuidade da suspensão das aulas, conforme comunicado divulgado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Segundo a prefeitura, a fumaça que atinge Manaus nas últimas semanas tem origem em queimadas registradas em municípios do interior do Amazonas, principalmente nas regiões Leste e Metropolitana, além de focos em outros estados.
Suspensão das aulas
A medida busca diminuir o tempo de exposição da comunidade escolar à fumaça enquanto persistirem as condições atmosféricas desfavoráveis. A administração municipal informou que mantém o monitoramento da qualidade do ar e orienta os profissionais da educação sobre medidas preventivas.
A suspensão das atividades municipais ocorre em meio à sequência de dias de preocupação com a poluição atmosférica na capital. Na segunda-feira (12), a concentração média de partículas finas MP2,5 chegou a 135 µg/m³, segundo boletim citado pela prefeitura, com classificação de qualidade do ar “péssima”. Na terça-feira (13), as aulas da rede municipal também permaneceram suspensas.
Os números indicam que, embora a média registrada nesta quarta-feira seja inferior à divulgada na segunda, a poluição continua em patamar preocupante, segundo a classificação apresentada pelas autoridades.
Riscos à saúde
A fumaça das queimadas contém partículas finas que podem penetrar profundamente no sistema respiratório e agravar problemas de saúde. A exposição pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, falta de ar e piora de quadros respiratórios, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.
Enquanto a fumaça continuar comprometendo a qualidade do ar, a população deve reduzir atividades físicas intensas ao ar livre e evitar a exposição prolongada em ambientes externos. Pessoas com sintomas persistentes ou dificuldade para respirar devem procurar atendimento de saúde.
A permanência do problema reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção e combate às queimadas, além do monitoramento da poluição e da divulgação de informações atualizadas para orientar a população.

