Cheia no Amazonas afeta mais de 130 mil famílias e mobiliza grande operação humanitária do governo

O Governo do Amazonas, por meio do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgou no último sábado (5/7) um novo boletim com dados atualizados sobre a cheia dos rios no estado. Até o momento, 133.711 famílias foram diretamente afetadas, o que representa aproximadamente 534.829 pessoas impactadas pela elevação dos níveis dos rios.

Atualmente, das nove calhas de rios do estado, todas seguem em processo de cheia, com picos variando entre os meses de março e julho. Conforme decretos municipais, dos 62 municípios amazonenses, 40 estão em Situação de Emergência, 18 em Alerta e apenas quatro permanecem em estado de Normalidade.

Para mitigar os impactos, o Governo do Amazonas já distribuiu 580 toneladas de cestas básicas, 2.450 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável da Cosama, além de 10 kits purificadores do programa Água Boa e uma Estação de Tratamento Móvel (Etam). Os recursos foram enviados a 18 municípios, incluindo Humaitá, Manicoré, Apuí, Boca do Acre, Novo Aripuanã, Borba, entre outros.

Educação e saúde entre as prioridades

No setor educacional, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar informou que 444 alunos foram impactados pela cheia em quatro municípios: Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini. Todos seguem com o calendário escolar por meio do programa “Aula em Casa”, garantindo a continuidade dos estudos mesmo diante das adversidades.

Já na saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) enviou 72 kits de medicamentos para atender mais de 35 mil pessoas nos municípios de Apuí, Boca do Acre, Manicoré, Humaitá, Ipixuna, Guajará e Novo Aripuanã. A cidade de Manicoré também recebeu uma nova usina de oxigênio, com capacidade para produzir 30 metros cúbicos por hora, substituindo a anterior, que produzia apenas 12 m³/h. Em Apuí, foram entregues seis cilindros de oxigênio para segurança operacional do hospital local, além de medicamentos e insumos hospitalares.

Operação Cheia 2025

A resposta do governo à emergência começou oficialmente em 16 de abril, com o lançamento da Operação Cheia 2025. A ação teve início com o envio de ajuda humanitária aos municípios da calha do rio Madeira, especialmente Humaitá, Manicoré e Apuí — os primeiros a decretarem Situação de Emergência.

O monitoramento das cheias é realizado de forma contínua pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado, que acompanha os níveis dos rios durante todo o ano para emitir alertas e orientar as ações emergenciais.

A situação no Amazonas segue sendo acompanhada de perto pelas autoridades estaduais, que reforçam o compromisso com a proteção e o bem-estar das populações ribeirinhas e mais vulneráveis aos impactos das cheias.

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