Demna estreia à frente da Gucci com desfile audacioso e ressignifica o “Gucciness” na Milano Fashion Week

Na última sexta-feira (27), durante a Milano Fashion Week – Semana de Moda de Milão –, o designer Demna Gvasalia apresentou sua primeira coleção completa para a Gucci, intitulada Primavera, marcando oficialmente sua estreia na maison italiana e provocando grande repercussão na cena fashion internacional.

Uma visão que olha para o passado e para o futuro

Após já ter apresentado prévias da sua direção criativa em campanhas e coleções digitais, Demna subiu ao palco da grande passarela milanesa com uma proposta que dialoga tanto com o legado histórico da casa quanto com uma visão contemporânea e ousada. A coleção resgata o espírito sexy e provocador pelo qual a Gucci ficou famosa na era de Tom Ford nos anos 1990, mas com toques modernos e uma estética body-con mais pronunciada — peças que abraçam o corpo em minivestidos, leggings e tops justos.

O designer explicou que sua perspectiva busca transformar a Gucci em um sentimento — “Gucci deve se tornar um adjetivo” — convidando o público a viver a moda como experiência e expressão pessoal, não apenas como etiqueta ou luxo distante.

Momentos que marcaram a passarela

Entre os pontos mais comentados da noite:

  • Kate Moss, supermodelo britânica icônica, voltou às passarelas para fechar o desfile com um vestido longo e cintilante, que destacava um G-string com o logo duplo da Gucci — um nincho direto à estética da casa nos anos de maior glamour e provocação.

  • A coleção explorou silhuetas corporais intensas, alternando entre minimalismo sensual e peças opulentas, com lãs, couro, tule e referências clássicas combinadas a cortes contemporâneos.

  • A presença de nomes como Demi Moore, Donatella Versace e ícones do streetwear e da internet reforçou a narrativa de que a marca busca cruzar o universo do luxo tradicional com a cultura pop atual.

Herança e reinvenção: o novo capítulo da Gucci

Sob o nome Primavera, Demna não só celebrou a herança estética da Gucci — com claras influências renascentistas e referências culturais que remetem aos arquivos da maison — como também a projetou para um público mais amplo e plural, misturando sensualidade clássica com irreverência contemporânea.

Críticos e apaixonados por moda definem esse momento como um início audacioso para a era Demna na Gucci — onde tradição e ruptura caminham lado a lado, numa coleção que promete reverberar além de Milão.

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