segunda-feira, abril 22, 2024

Geração de artistas visuais amazonenses do século 21 mostra sua cara

Uma nova geração de artistas visuais amazonenses está querendo conquistar seu lugar ao sol. Para isso, se reuniu em um coletivo no intuito de trazer uma outra perspectiva sobre a arte do Amazonas no século 21. O resultado pode ser conferido na exposição “Geração 21”, que fica em cartaz do dia 15 de fevereiro ao dia 15 de abril, na galeria Manoel Santiago, do Palacete Provincial.

O coletivo de artistas adota o mesmo nome dado à exposição: Geração 21. A cerimônia de abertura da exposição acontece nesta quinta-feira (15/02), às 18h. Nos demais dias, a exposição fica aberta à visitação no horário de funcionamento do Palacete Provincial: de segunda a sábado (exceto às quartas feiras), das 9h às 15h.

Fotos: Marcely Gomes / Secretaria de Cultura e Economia Criativa 

“O coletivo Geração 21 surgiu com o objetivo de reconhecer artistas amazonenses que estão se inserindo no campo das artes visuais no século 21 através de suas primeiras exposições, o que justifica esse nome”, explica Victor Hugo da Silva Reis, diretor do coletivo Geração 21 e curador da exposição homônima.

“Mediante a formação do coletivo, resolvemos introduzi-lo com uma mostra artística com o nome do coletivo, mas sem uma temática específica, pois seu objetivo principal é apresentá-lo à comunidade”, afirma Victor Hugo.

O grupo iniciou com oito artistas apenas, mas atualmente engloba 38 participantes de Manaus e de outros municípios do Amazonas, quantidade que poderá se expandir brevemente, de acordo com o diretor do coletivo.

“Também não nos limitamos apenas aos muros da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), mas pretendemos explorar outras instituições para expor como a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, o Icbeu (Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos), as galerias dos shoppings e outros espaços”, defende Victor Hugo.

Fotos: Marcely Gomes / Secretaria de Cultura e Economia Criativa 

Essa primeira mostra reúne 10 artistas do coletivo: Airy, Arcanjo, Leen, Emilly Rocha, Geci, Solnaterra, Jussara, Leo Rezz, Lu Saturno e Victor Hugo Reis (curador e artista), todos definidos por convocatória, expondo o total de 32 obras, com diversas técnicas e temáticas.

Construindo a história

De acordo com o diretor, o coletivo pretende construir a própria história, do mesmo modo que artistas de outras gerações construíram a deles. Ao estudarmos a história da arte no Amazonas, aprendemos a importância dos artistas no decorrer das décadas, e como a geração deles foi forte e resistiu a muitos aspectos, o que enriqueceu cada vez mais sua trajetória no campo das artes plásticas no Amazonas, por isso também queremos construir a nossa.

Victor Hugo também informa que o coletivo tem por finalidade incluir e incentivar mais artistas em desenvolvimento a se inserirem nos espaços culturais e estabelecerem um diálogo entre sua arte e a população.

“Contudo nossos objetivos vão além de exposições em museus e galerias, pois a arte deve ser levada para fora desses espaços também, e deve ser acessada por todas as pessoas, por isso realizaremos também projetos com a comunidade, pretendendo trazer à população outras vivências na arte, baseadas no contexto do século”, afirma o diretor e curador.

O coletivo também objetiva contribuir com os espaços culturais, afirma Victor Hugo, acrescentando que o grupo apresentará projetos futuros para serem realizados nos espaços, estabelecendo parcerias, integrando diversos grupos, possibilitando inclusão e acessibilidade e estimulando as pessoas a frequentarem mais estes locais.

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