sexta-feira, julho 12, 2024

‘Escola de Rock’: Manaus terá musical da Broadway pela primeira vez

O palco do Teatro Amazonas recebe, nos dias 25 e 26 de março, o musical da Broadway “Escola do Rock”. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, 3, pela produtora amazonense Casa de Artes Trilhares, durante coletiva de imprensa realizada no hall do teatro. Essa é a primeira produção montada e licenciada em Manaus.

O musical envolve a participação de 76 pessoas, entre atores e equipe técnica. Estarão no palco 26 atores, entre crianças e adultos que dançam e cantam, acompanhados de uma orquestra com maestro e 7 músicos. Quatro crianças também vão tocar instrumentos em cena.

A produtora Rafaela Margarido destaca que a produção é inteiramente licenciada e autorizada pelo escritório do musical original da Broadway, em Nova York, nos EUA.

“Manaus pode esperar um grande show, com muita música, dança, interpretação e todos os instrumentos ao vivo. É um show de rock sendo contado pelos personagens. É algo inédito, pela complexidade do espetáculo. Vai ser bem diferente de tudo o que os atores já passaram, de tudo o que já foi visto em Manaus”, afirmou Margarido.

Parcerias

A grandiosidade do espetáculo atraiu parceiros que apostam no projeto. A maior produtora de shows do Amazonas assina o selo “Fábrica de Eventos apresenta”. A produção conta, ainda, com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, entre outras marcas regionais.

Os ingressos para o espetáculo começam a ser vendidos na bilheteria do Teatro Amazonas, a partir desta sexta-feira, dia 3. Serão três sessões. No dia 25, às 20h, e dia 26, às 16h e às 19h. Os ingressos são de R$ 40, R$ 80 e R$ 120 (valores de inteira).

O espetáculo da Broadway já foi assistido por mais de 3 milhões de pessoas em todo o mundo. Desde o ano passado, o elenco tem ensaiado rigorosamente o espetáculo que possui duas horas de duração, três vezes por semana, para ganharem cada vez mais ritmo. A partir de março, os ensaios gerais começaram a ser realizados diariamente, com os adereços cênicos e a equipe completa.

Rafaela conta que já tinha turmas bastante avançadas de teatro musical na Casa de Artes Trilhares, e buscava uma obra que pudesse ao mesmo tempo ser desenvolvida por crianças e por adolescentes, além de alguns adultos. Após muita pesquisa, finalmente chegou à “Escola do Rock” como o projeto ideal.

“Escola do Rock seria um mega desafio, porque eles teriam que aprender a tocar todos os instrumentos, e 5 alunos começaram a tocar dentro desse processo criativo. Então, nós decidimos comprar o licenciamento”, conta.

Feita a escolha, iniciaram-se as audições para entendimento dos personagens, para, então, levantar os recursos e pagar os direitos autorais. Isso foi feito a partir de diversas iniciativas, como rifas e sorteios. “E aí começamos o processo criativo”, relata.

Direção

Os responsáveis pela direção cênica são Matheus Sabbá e Dávilla Holanda, ambos com vasta experiência em teatro musical. Matheus, inclusive, tem formação no projeto Broadway Brasil e já dirigiu grandes espetáculos como “A Caixa Mágica do Natal” (feito pela Secretaria de Cultura) e a ópera “O Menino Maluquinho”, apresentada no 24° Festival Amazonas de Ópera. Dávilla é atriz de teatro musical e domina bastante essa linguagem. Ela já atuou em musicais como “Os Saltimbancos e a Máquina”, “As aventuras de Matilda O musical” e “A Caixa Mágica do Natal”. Além da experiência nos palcos, dirigiu, em 2021, Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Hollanda.

Sobre a condução com o elenco, Dávilla destaca que “Dirigir e acompanhar o crescimento do elenco, ao longo do processo, tem sido uma grande felicidade. É um desafio pela diversidade de idade, mas a disposição e a força cênica deles rompe qualquer desafio. A troca e a sintonia, entre eles, é gigantesca e o que deixa o espetáculo ainda mais gostoso de assistir. É um grande elenco e vão entregar tudo! Vai ser um show!”.

O maestro Otávio Simões entrou na direção musical; Elton Nogueira é o assistente de direção musical e correpetidor; e Roque Baroque atua na preparação vocal. Foi Elton Nogueira quem ensinou as crianças a tocarem os instrumentos. Tudo em menos de um ano. “Foi um grande desafio, porque era uma turma mista. Os adultos tinham que entender o tempo das crianças e as crianças também tinham que entender o tempo dos adultos que, geralmente, são mais sérios e focados. Então, foi uma troca e um desafio pra gente”, detalha Rafaela.

Nesse processo, a professora de jazz musical Hanna Vilaça tem participação ativa, contando com sua especialização na área e preparando o elenco para o ritmo da montagem.

Com sonorização do Barra Som, o espetáculo tem duas bandas, uma no palco, com o elenco, e a outra no fosso do teatro, composta por músicos da orquestra. A banda das crianças toca ao vivo e recebe afinação permanentemente. Os microfones usados pelo elenco também serão especiais. Serão de lapela, como os usados nos grandes musicais, vindos de Belém.

Os figurinos foram um dos primeiros processos a ficarem prontos, visando dar maior confiança às crianças. A figurinista Dione Maciel, com o apoio de Rafaela Margarido, foram as responsáveis pelas pesquisas e definição da execução das peças. Já a cenógrafa Giorgia Massetani, com sua experiência profissional, especialmente no Festival Amazonas de Ópera, realizado no Teatro Amazonas, está contribuindo para a grandiosidade do espetáculo.

Baseado no filme homônimo de 2003, o musical foi composto por Andrew Lloyd Webber, compositor de musicais como “O Fantasma da Ópera”, “Cats” e “Sunset Boulevard”.

“Escola do Rock” conta a história de Dewey Finn, que, após ser demitido de sua banda de música, encontra-se perdido, com dívidas para pagar e sem ter o que fazer.

Uma vaga de professor substituto em uma escola particular parece ser a salvação, e o local onde ele vivencia a ideia de criar a “Batalha das Bandas” com seus alunos e se tornar o astro que sempre quis ser.

Audiodescrição

As sessões da “Escola do Rock” terão adequação de acessibilidade para que as pessoas portadoras de alguma deficiência possam desfrutar do espetáculo.

As pessoas surdas vão poder, a qualquer momento, utilizar o sistema de audiodescrição. Para os cegos ou de baixa visão, será preciso sinalizar, na compra do ingresso, para que sejam atendidos e orientados por uma equipe especializada, na chegada ao Teatro, que deve ser com antecedência em relação ao início do espetáculo.

Outro diferencial será a entrega, para cada espectador, do livreto (Playbill) com todas as informações sobre o show. O público terá lojinha temática, onde poderá adquirir camisas, bandanas, copos, para entrar no clima da “Escola do Rock”. “Vai ser uma experiência frenética”, adianta Rafaela.

Há 22 dias da estreia, o ritmo é frenético na produtora Trilhares. Tudo para oferecer uma experiência única. “Essa experiência será completa, do elenco com o público. Esperamos que esse show abra portas para que sejamos mais vistos e reconhecidos e outras obras possam ser realizadas”, diz Rafaela.

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