terça-feira, maio 28, 2024

O 65º Festival Folclórico do Amazonas se encerra no ritmo das toadas dos bois-bumbás de Manaus

O público acompanhou o encerramento do 65º Festival Folclórico do Amazonas Categoria Ouro, no último sábado (29/07), ao som das toadas de boi-bumbá, que ecoaram no Centro de Convenções de Manaus, o Sambódromo. Os tradicionais bois de Manaus Galante, Corre Campo e Garanhão se apresentaram na mostra competitiva em busca do título de campeão da modalidade Master A.

O festival é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e da Prefeitura de Manaus. Durante 13 dias, a festa popular levou 64 grupos folclóricos ao Centro Cultural Povos da Amazônia, no Distrito Industrial, e a apresentação de seis bois-bumbás de Manaus, na sexta-feira e sábado (28 e 29/07) ao Sambódromo.

Boi Galante

Retornando à modalidade Master A neste ano, o Boi Galante, que fixa raízes no bairro da Praça 14, levou para arena a alegria de estrear na noite de sábado no grupo de elite dos bois de Manaus.

Com 30 anos de tradição, o Boi Galante, conhecido como o “Tricolor da Praça 14”, é um movimento cultural que reúne brincantes de várias comunidades. Na arena, o boi apresentou o tema “Amazonino Mendes, um legado de cultura no Amazonas”, trazendo alegorias e a representatividade de feitos que marcaram a história do político, falecido em fevereiro deste ano.

“Retratamos a vida dele, que veio de Eirunepé e que deixou um legado cultural, como o Bumbódromo de Parintins, o Cirandodrómo de Manacapuru, o Piabódromo de Barcelos e outros legados de amor pela cultura do Amazonas”, disse o diretor de arena do Galante, Nonato Torres.

Estreante no bumbá e no festival, Ildete de Souza, 50, reconhece a importância de participar do evento folclórico. “Sou de São Paulo e moro em Manaus há 15 anos, e neste ano aceitei o convite para participar. Ensaiamos muito. Mais de um mês para fazer bonito nas tribos”, disse Ildete, acompanhada por um grupo de mais de 15 pessoas.

Corre Campo

O segundo a se apresentar foi o Corre Campo, o boi-bumbá mais antigo em Manaus, com 81 anos de atividades. Em busca do hexacampeonato, o “Boi do Mapa”, como é conhecido por carregar na testa o mapa do Brasil, levou para arena o tema “Corre Campo: O Boi do Brasil”, celebrando a memória dos fundadores e daqueles que lutaram em prol da diversidade e da cultura popular.

Entre os itens, nomes conhecidos, como o Prince do Boi, que no Festival Folclórico de Parintins é o amo do boi do Caprichoso, e no Festival Folclórico do Amazonas assume o mesmo item no Corre Campo.

“O grande mérito do Corre Campo não é ser o boi mais antigo, mas, sim, por trazer toda a velha guarda, pessoas com 80 e 90 anos presentes na arena. Isso é o nosso maior orgulho, o maior patrimônio é essa história”, revela Prince, há oito anos no personagem de amo do boi, nascido no bairro da Cachoeirinha.

Garanhão

Encerrando a noite e o 65º Festival Folclórico do Amazonas, o Boi Garanhão assumiu a arena explorando o tema “Camadas de História Cabocla. Ancestralidade, reexistência e tradição”. São 32 anos de existência da agremiação verde e branca, também chamada de “Boi da Cidade Alta”, originada no bairro do Educandos.

“O Garanhão, neste ano, vem falando sobre a origem do caboclo da Amazônia, de muitas lendas e rituais. Como os caboclos agem nos beiradões e vem trazendo muito do carimbó”, destaca o levantador de toadas, John Carlos, que retorna ao item, depois de 10 anos.

Quem defende o Boi Garanhão, há três anos, é o tripa do boi-bumbá Garantido, Batista Silva. “Essa troca é muito importante em todos os sentidos. Trazemos a experiência do Festival Folclórico de Parintins e passamos para equipe daqui (Manaus), reforçamos a interação entre os bois e itens. É uma fórmula que dá certo lá e aqui também”, comemora o artista, que se orgulha da nota máxima na evolução em todos os anos.

Nesta segunda-feira (31/07), serão conhecidos os campeões da Categoria Ouro do 65° Festival Folclórico do Amazonas. A apuração das notas dos jurados acontecerá no auditório Daniel Gentil, no Centro Cultural Povos da Amazônia (CCPA), avenida Silves, Distrito Industrial (antiga Bola da Suframa), em dois horários: às 10h, dedicado aos grupos folclóricos; e às 14h, aos bois-bumbás de Manaus.

 

 

Foto: Lucas Silva

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